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Misericórdias


A primeira Misericórdia em Portugal, a de Lisboa, foi fundada pela rainha D. Leonor, viúva de D. João II. As outras foram criadas por impulso do rei D. Manuel I e congregação de vontades das gentes de cada localidade. A expansão das Misericórdias por todo o reino inseriu-se num esforço da Coroa em organizar a assistência. A origem destas instituições integrava-se ainda nas novas formas de espiritualidade e devoção que chamavam os leigos a viver a sua fé.

As principais razões da fundação e rápida expansão das Misericórdias portuguesas logo no século XVI são, em síntese, de ordem espiritual, porque os leigos aplicavam e viviam a sua doutrina, e de Estado, pois foi uma forma de afirmação do poder régio ao controlar e tornar muito mais eficaz a assistência.

As Misericórdias portuguesas não eram nem são equivalentes a instituições homónimas italianas (as mais antigas) ou espanholas, pois nesses países nunca pretenderam praticar todas as obras de misericórdia, mas apenas uma ou duas. A originalidade das Misericórdias portuguesas prende-se, por isso, à prática das 14 obras de misericórdia.

Na diáspora portuguesa (Brasil, África e Ásia) nasceram muitas Misericórdias, cuja natureza, na atualidade, é muito semelhante à portuguesa. Ver Misericórdias internacionais
 

As 14 obras de misericórdia são:

Obras corporais

Obras espirituais

Dar de comer a quem tem fome

Dar bom conselho a quem pede

Dar de beber a quem tem sede

Ensinar os ignorantes

Vestir os nus

Corrigir os que erram

Acolher os errantes

Consolar os que estão tristes

Visitar os doentes

Perdoar as injúrias

Remir os cativos

Suportar com paciência as fraquezas do próximo

Sepultar os mortos

Rogar a Deus pelos vivos e pelos defuntos


​Este texto contou com a colaboração de Maria Antónia Lopes, doutora e agregada em História Moderna e Contemporânea pela Universidade de Coimbra, professora da Faculdade de Letras da mesma Universidade, investigadora do Centro de História da Sociedade e da Cultura (UC) e colaboradora do Centro de Estudos de História Religiosa (UCP), tendo ainda integrado a equipa científica que coordenou os trabalhos da Portugaliae Monumenta Misericordiarum.

 

Voz das Misericórdias

Linha de Crédito

Concluídos os processos de contratualização dos financiamentos bancários no âmbito da Linha de Crédito de Apoio à Economia Social I e II, divulgamos a lista final de Misericórdias beneficiárias.

Fundo de Reestruturação do Setor Solidário

O Fundo de Reestruturação do Setor Solidário destina-se a apoiar a reestruturação e a sustentabilidade económica e financeira de instituições do setor solidário.

 

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