A Santa Casa da Misericórdia da Calheta disponibiliza, desde o passado mês de setembro, 12 camas destinadas ao acolhimento de idosos em situação de alta hospitalar, sinalizados pelo Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira (SESARAM).
A nova resposta pretende reforçar a capacidade de acolhimento e dar seguimento a situações em que os utentes necessitam de uma solução social após a saída do hospital.
Esta realidade foi destacada pela secretária regional da Inclusão, Trabalho e Juventude, Paula Margarido, durante a sessão comemorativa dos 491 anos da Santa Casa da Misericórdia da Calheta, assinalados no passado dia 7 de outubro.
A medida, conforme explicou Paula Margarido, vem reforçar a capacidade de resposta social na região, procurando assegurar o acolhimento de pessoas idosas que, após uma alta hospitalar, necessitam de acompanhamento e de uma solução adequada às suas necessidades.
Na sessão comemorativa dos 491 anos, o bispo do Funchal, D. Nuno Brás, destacou a vitalidade da Misericórdia da Calheta, considerando que, apesar dos quase cinco séculos de história, a instituição continua a revelar capacidade de renovação e de adaptação às necessidades da comunidade.
Recorrendo à imagem de Nossa Senhora da Misericórdia, que acolhe todos sob o seu manto, o bispo desafiou a instituição a não se limitar às respostas que já assegura, procurando identificar outras necessidades da população da Calheta. “Não fiquemos contentes só com aquilo que já fazemos, mas estejamos sempre despertos e disponíveis para as realidades que eventualmente surjam e que precisem da nossa ajuda”, apelou.
A sustentabilidade financeira das instituições particulares de solidariedade social (IPSS) esteve em destaque na intervenção do provedor, Mário Nunes, que chamou a atenção para as dificuldades sentidas pelas organizações na manutenção de serviços de qualidade.
O responsável, que destacou o empenho dos trabalhadores nas diferentes respostas sociais, disse que as dificuldades financeiras condicionam a capacidade das instituições para assegurar respostas de qualidade, lembrando que os custos não podem ser simplesmente transferidos para os utentes e suas famílias. Reconheceu ainda a necessidade de procurar alternativas de financiamento, embora tenha sublinhado as limitações existentes num território como a Madeira.
Voz das Misericórdias, Luísa Gonçalves