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- Idosos | Prémio para projetos que visam valorizar envelhecimento ativo
Entre os premiados, encontram- -se projetos que visam a promoção do envelhecimento ativo e saudável, em casa e na comunidade, e a prevenção de situações de fragilidade em zonas despovoadas e/ou acesso limitado de serviços, através de atividades culturais, literacia digital, promoção em saúde e redes de apoio voluntário.
Na ilha de São Miguel (Açores), o projeto da Misericórdia de Vila Franca do Campo surge como resposta ao isolamento dos idosos, falta de estímulos físicos e mentais e baixo suporte familiar. “Uma parte significativa da população idosa tem os filhos emigrados e a Santa Casa quer prevenir a institucionalização precoce”, justifica o secretário geral Rui Rainha.
Atenta a esta realidade, a equipa pretende, no âmbito de ‘Envelhecer Feliz’, o reforço das atividades dinamizadas pelos centros de convívio, em três freguesias, aumentando a participação cívica e o reforço das redes de apoio dos 80 idosos envolvidos.
Ao longo do processo, os participantes serão ouvidos no desenho das atividades, estando previstas aulas de yoga e ginástica, passeios, convívios e apoio psicossocial. A intervenção estará a cargo de uma equipa constituída por assistente social, psicólogo e animador.
Em Borba, a Misericórdia pretende descentralizar as atividades desenvolvidas na Oficina do Idoso, levando-as até às freguesias rurais de São Bartolomeu, Rio de Moinhos e Orada. Este novo projeto, ‘Oficina do Idoso em Movimento’, complementa assim as respostas existentes na sede, facilitando o acesso a espaços de convívio, aprendizagem e participação comunitária.
“Vamos ter ginástica adaptada, oficinas de memória, artes manuais, culinária, recolha e partilha de histórias, literacia em saúde, passeios, apoio emocional com psicóloga e oficinas de introdução à tecnologia”, resume a diretora técnica da oficina, Manuela Lagoa, adiantando ainda estar previsto beneficiarem 90 pessoas com mais de 65 anos.
Na região centro, a Misericórdia de Arganil vai implementar o projeto ‘CogniMotion VR: Experiências Terapêuticas Integradas’, que congrega atividades com recurso a realidade virtual e intervenção assistida por animais. Segundo Liliana Nunes, diretora técnica da unidade de cuidados continuados, “a ideia é aplicar óculos de realidade virtual ao utente e colocá-lo no ambiente em que deseja porque nem sempre é possível levá-lo lá”.
Acresce ainda a componente de reabilitação, com a contratação de um fisioterapeuta e terapeuta ocupacional, sendo objetivo da instituição abranger também os utentes de lar e serviço domiciliário. “Arganil é um meio rural difícil e poder possibilitar tudo isto aos utentes faz mesmo uma diferença muito grande”, revela.
O ‘Saco da Avó’ é um projeto da Misericórdia de Cascais, criado pelo Centro de Convívio da Galiza, que valoriza os saberes e a entreajuda dos idosos. Segundo a provedora Isabel Miguens, a iniciativa surgiu “durante a pandemia e transformou-se numa dinâmica incrível que envolve muitas pessoas e tem resultado em peças únicas que podem ser reutilizadas”.
Acima de tudo, destaca a diretora do ATL da Galiza, “o saco é uma ferramenta para lhes dar importância e o lugar que merecem”.
Voz das Misericórdias, Ana Cargaleiro de Freitas