A Santa Casa da Misericórdia de Aguiar da Beira promoveu a primeira edição do seu Dia Aberto, com atividades dirigidas a todas as idades

A Misericórdia de Aguiar da Beira abriu as portas à comunidade para a primeira edição do Dia Aberto, a 19 de setembro, com atividades dirigidas a todas as idades, desde sessões de saúde e bem-estar a visitas ao património e partilha de memórias com os utentes. Mais de 200 pessoas associaram-se ao evento, que visou dar a conhecer o trabalho nas diferentes respostas sociais e reforçar os laços entre utentes, familiares, colaboradores e população, no âmbito do 444.º aniversário.

As comemorações culminaram numa sessão solene com a secretária de Estado da Ação Social e da Inclusão, Clara Marques Mendes, com o vice-presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Carlos Andrade, o vice-presidente da autarquia, Francisco Fernandes, e o presidente da Assembleia Municipal, António Marques.

Na sua intervenção, a governante reconheceu o empenho e resiliência dos profissionais que trabalham diariamente com os utentes e sublinhou o dever de o Estado apoiar quem assegura as respostas sociais no terreno. “As instituições substituem-se ao Estado nesta proximidade e nunca deixam de dar as respostas necessárias. Portanto, o Estado não pode falhar com o setor”, assumiu.

Ao VM, o provedor Augusto Fernando Andrade classificou a primeira edição como um “êxito pela boa adesão da população e pelo envolvimento de toda a equipa”, lembrando que o objetivo era “precisamente dar a conhecer o nosso trabalho porque muita gente não sabia como era a nossa instituição”. Entre os convidados, incluíram-se ainda representantes de Misericórdias do distrito, que “elogiaram e querem replicar a iniciativa”, e representantes da autarquia e bombeiros voluntários, cujo “contributo foi essencial para a concretização do evento”.

A organização do evento envolveu de forma transversal todos os trabalhadores, com a coordenação do provedor e das diretoras técnicas dos lares de idosos, respostas sociais de infância (creche e atividades de tempos livres) e unidade de cuidados continuados.

De acordo com Arminda Lopes, diretora do lar de idosos da Misericórdia, a iniciativa permitiu acolher todas as gerações, “da infância aos mais velhos, para que todos participassem e se sentissem em casa”. No dia a dia, nem sempre é possível “demonstrar quem somos e assim conseguimos mostrar o outro lado”, revelou, reconhecendo a adesão “quase a 100%” da equipa e a reação positiva dos visitantes.

Voz das Misericórdias, Ana Cargaleiro de Freitas