Ao VM, o provedor António Neto Freire constatou com satisfação a “adesão extremamente positiva e crescente da população ao longo das edições, verificando-se um envolvimento cada vez maior da comunidade local, escolas, instituições, empresas, associações e cidadãos migrantes”. O que demonstra que a iniciativa se consolidou “como espaço privilegiado de encontro, participação e valorização da multiculturalidade existente no concelho”.
Mais do que crescer em número de atividades, a Santa Casa tem procurado “crescer ao nível do envolvimento, capacitação e participação, promovendo experiências reais de encontro entre pessoas e culturas”, adiantou o responsável, para quem esta proximidade permite “quebrar preconceitos, criar laços de pertença e transformar as próprias comunidades migrantes em protagonistas da vida comunitária”.
Neste intercâmbio, são envolvidos trabalhadores e beneficiários de respostas da Santa Casa, como o Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes e do CLDS.5G. Covilhã, conferindo-lhes um “papel ativo”, que desconstrói a “lógica tradicional de apoio social”.
O programa incluiu, entre outros, uma campanha de sensibilização com a mensagem “a diversidade não é adversidade, é uma força que nos une”, uma caminhada urbana intercultural que culminou no hastear de bandeiras de vários países, na praça do município, e uma mostra cultural com artesanato, pratos típicos e dança.