A Misericórdia da Covilhã promoveu, ao longo de maio, a quinta edição do ‘Mês da DiverCidade Cultural’ para reforçar a integração das comunidades migrantes no concelho e mostrar que a multiculturalidade é uma força no território. Em 2026, a iniciativa incluiu ações de sensibilização, leitura de contos, caminhadas, workshops de cozinha e uma mostra cultural ao ar livre. Pela primeira vez, foi criado o selo “Escolas Embaixadoras da Diversidade” para envolver mais escolas em ações de cidadania e valorização da diversidade.

Ao VM, o provedor António Neto Freire constatou com satisfação a “adesão extremamente positiva e crescente da população ao longo das edições, verificando-se um envolvimento cada vez maior da comunidade local, escolas, instituições, empresas, associações e cidadãos migrantes”. O que demonstra que a iniciativa se consolidou “como espaço privilegiado de encontro, participação e valorização da multiculturalidade existente no concelho”.

Mais do que crescer em número de atividades, a Santa Casa tem procurado “crescer ao nível do envolvimento, capacitação e participação, promovendo experiências reais de encontro entre pessoas e culturas”, adiantou o responsável, para quem esta proximidade permite “quebrar preconceitos, criar laços de pertença e transformar as próprias comunidades migrantes em protagonistas da vida comunitária”.

Neste intercâmbio, são envolvidos trabalhadores e beneficiários de respostas da Santa Casa, como o Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes e do CLDS.5G. Covilhã, conferindo-lhes um “papel ativo”, que desconstrói a “lógica tradicional de apoio social”.

O programa incluiu, entre outros, uma campanha de sensibilização com a mensagem “a diversidade não é adversidade, é uma força que nos une”, uma caminhada urbana intercultural que culminou no hastear de bandeiras de vários países, na praça do município, e uma mostra cultural com artesanato, pratos típicos e dança.

Ana Cargaleiro de Freitas, Voz das Misericórdias