Em vários pontos do país, centenas de irmãos elegeram os órgãos sociais das Misericórdias para o próximo quadriénio (2019-2022). Depois do voto nas urnas, em finais de 2018, o primeiro mês de 2019 foi marcado por dezenas de tomadas de posse, solenizadas por rituais definidos nos Compromissos (juramento, assinatura do auto de posse) e momentos culturais e religiosos, na presença de representantes dos poderes locais, eclesiásticos e sociedade civil. Um ato simbólico, revestido de especial significado para os dirigentes cessantes e também para aqueles que agora assumem o desafio de conduzir os destinos das instituições.

Hoje, como há centenas de anos, a ocasião é importante “pelo balanço que se faz da atividade dos corpos gerentes cessantes no momento da nova eleição”, lembra Marta Lobo de Araújo num estudo sobre as “Festas e Rituais de Caridade nas Misericórdias” (1999). Mas não só.

A importância destes momentos e o seu impacto na comunidade estava também associada a uma “forma de socialidade e de exaltação do poder”, que nalguns casos culminava na realização de jantares e celebrações com a população local.

As Misericórdias elegiam anualmente os corpos diretivos no Dia de Nossa Senhora da Visitação (assinalado então a 2 de julho), reunindo-se para tal na “capela onde estiver a dita confraria”, como mandava o primeiro Compromisso impresso da Misericórdia de Lisboa (1516).

Consumada a eleição, os treze oficiais (provedor, nove conselheiros, um escrivão e dois mordomos) passavam a constituir a mesa da confraria, ocupando-se da assistência aos doentes e presos, visita aos hospitais e pobres, arrecadação de esmolas, rendas e foros.

Hoje é comum os irmãos eleitos tomarem posse na igreja ou salão nobre da instituição, numa sessão solene marcada pelo juramento e assinatura do auto de posse, onde são reforçadas as prioridades da nova mesa administrativa. Em 2019 não foi diferente. Os irmãos reuniram-se, ao longo do mês, em cerimónias públicas onde apresentaram objetivos concretos, relacionados com a melhoria dos serviços que prestam às populações, requalificação dos equipamentos, formação dos colaboradores e equilíbrio das contas.

Até ao momento, o VM apurou que 28 Misericórdias têm nova liderança, para o próximo quadriénio (2019-2022), registando-se maior numero de alterações no distrito de Braga (4). Dos 28, sete são mulheres (Cerva, Medelim, Murça, Palmela, Portel, Sever do Vouga e Tentúgal). Ler reportagem completa na edição de janeiro do Voz das Misericórdias.

Albergaria-a-Velha José Luís Marques Mendes

Alhos Vedros Miguel Francisco A. Canudo

Amares Álvaro Silva

Azambuja Vitor Manuel Cachado Lourenço

Azaruja Luís Eduardo da Silva Martins

Azurara António José Magalhães

Barcelos Nuno Reis

Boliqueime Sílvia Gonçalves Sebastião

Cano José Manuel Capela Rebelo Leão

Castelo de Vide João Filomeno Batista Candeias

Castro Daire Rui Samora

Cerva Maria Helena da Silva Ferreira Rodrigues

Guimarães Eduardo Leite

Medelim Ana Filipa Mendes Canilho Fonseca

Murça Maria Edite da Costa Fernandes de Sousa

Palmela Maria João Marques de Oliveira

Portalegre João Paulo de Oliveira Costa Torres Pereira

Portel Maria Luísa Leonço Farinha 

Salvaterra de Magos João José Drummond Oliveira e Silva

Semide Armando Ferreira

Sernancelhe Romeu António Ferreira Santos Irmão

Serpa António José Sargento

Sever do Vouga Maria Fátima M. Pereira Tavares

Tentúgal Maria de Lurdes Santiago

Tomar António Alexandre

Vidigueira Francisco José Martins Gomes

Vieira do Minho Luís Eugénio da Silva Carneiro

Vila Franca do Campo Lucindo Couto

No âmbito da publicação da 13ª edição do “Quem Somos nas Misericórdias”, a UMP solicita a confirmação destes e outros dados (Ver circular 06/2019), até ao dia 19 de fevereiro, para endereço eletrónico comunicacao@ump.pt, lembrando que este projeto só é possível com a estreita colaboração de todos. Para eventuais esclarecimentos, contactar Bethania Pagin (Gabinete de Comunicação e Imagem) através dos seguintes contactos: 218103016 / 927983122 | comunicacao@ump.pt.