Pelo ‘prestigiante serviço’ que presta, a Misericórdia do Fundão recebeu a medalha de ouro do município

A Santa Casa da Misericórdia do Fundão foi distinguida com a medalha de ouro do município, no dia 9 de junho, em que se celebraram 279 anos da fundação do concelho.

O mais alto galardão foi entregue pelo presidente da câmara municipal, Miguel Gavinhos, ao provedor Jorge Gaspar, durante a cerimónia comemorativa da data, depois da decisão unânime do executivo. Em causa está o “reconhecimento do prestigiante serviço prestado em prol do nosso território e das suas gentes, em abnegado e desinteressado labor, contribuindo para o enriquecimento e afirmação deste concelho”.

No discurso que dirigiu aos homenageados, o autarca referiu-se à Santa Casa - que conta com 400 trabalhadores e apoia diariamente mais de três mil pessoas nas áreas da saúde, infância, envelhecimento ativo e educação - como a “maior instituição do setor social da nossa região, um exemplo de serviço público aos mais necessitados”, congratulando o atual provedor pelo “arrojo na construção da nova unidade de cuidados continuados”.

Na hora de agradecer, o provedor Jorge Gaspar partilhou a distinção com todos os que “ao longo de mais de cinco séculos construíram, sustentaram e dignificaram esta instituição, mas é sobretudo uma homenagem a todos quantos hoje dão vida à Misericórdia do Fundão”, afirmou, numa alusão direta aos órgãos sociais, trabalhadores, Irmandade, utentes e familiares.

Para o provedor, a medalha de ouro “distingue uma forma de estar, uma ética do cuidado, um compromisso diário com o outro” e é, simultaneamente, o reconhecimento da ligação da Misericórdia à cidade do Fundão.

“Somos parte da história desta terra, crescemos com ela e continuamos, todos os dias, a contribuir para um presente e um futuro melhor para as pessoas deste território.” Por isso, a medalha representa também um incentivo para continuar a fazer mais e melhor, concluiu Jorge Gaspar. Recorde-se que a Misericórdia do Fundão acompanha diariamente mais de 1500 pessoas, contando para isso com cerca de 400 trabalhadores.

Voz das Misericórdias, Paula Brito Batista