Sob o mote “Misericórdia somos todos: Presente e Futuro”, a Santa Casa da Misericórdia da Sertã promoveu mais uma edição dos colóquios criados há três anos, desde que o atual provedor tomou posse, com o objetivo de debater temas de importância para a instituição.

A temática escolhida este ano vem ao encontro de uma das preocupações de Vítor Cavalheiro: a necessidade de envolver a sociedade na vida da Santa Casa. Para o provedor, a Misericórdia “não está confinada a um circuito interno”, devendo abrir-se à comunidade.

Por isso, o contributo dos especialistas presentes nos colóquios serve para a Misericórdia fazer uma reflexão e adequar as suas valências e projetos de futuro aos novos desafios que se colocam em cada área.

Atenta ao crescimento da população infantil, por via da migração, a Misericórdia da Sertã está a aumentar a sua capacidade de resposta através de duas novas salas de berçário que “estão preparadas e equipadas” e vêm acrescentar mais 20 lugares para a infância. Atualmente, a Santa Casa dispõe de creche com capacidade para 90 crianças, pré-escolar para 100 e mais 50 em atividade de tempos livres.

Também na área da terceira idade é preciso ampliar a resposta residencial. Apesar de ter duas estruturas residenciais para pessoas idosas (ERPI) a funcionar, com capacidade para 160 utentes, o futuro passa pelo alargamento. “Estamos a lançar o concurso de ampliação para mais 60 camas porque temos uma lista de espera enorme, de 300 a 400 pessoas”, revelou.

O projeto está aprovado, o concurso vai ser lançado brevemente e o provedor espera, se tudo correr como previsto, “dentro de dois anos ter esse novo lar”. Além das ERPI, a Misericórdia da Sertã também presta apoio domiciliário a 60 utentes.

A Santa Casa da Misericórdia da Sertã conta com 140 trabalhadores, sendo atualmente um dos maiores empregadores do concelho.

Voz das Misericórdias, Paula Brito Batista