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- UMP | Novos provedores reunidos na casa de todas as Misericórdias
A sessão de acolhimento aos novos provedores já faz parte do calendário anual das Misericórdias e da sua União. Em 2026 não foi exceção. Na manhã de 18 de março, cerca de 15 dirigentes recém-empossados foram convidados a conhecer a “casa de todas as Misericórdias”, em Lisboa, num encontro informal onde foram apresentadas as principais linhas de serviço da UMP e as expetativas dos novos dirigentes para o mandato que iniciam. A sessão contou com intervenções da equipa técnica e Secretariado Executivo da União das Misericórdias Portuguesas (UMP).
Na abertura, o presidente da UMP, Manuel de Lemos, deu as boas-vindas a todos os presentes e definiu os objetivos da reunião: “Conhecer-nos e apresentar as equipas que, no dia a dia, ajudam a resolver os problemas e a encontrar um caminho conjunto para desafios comuns”.
Resumindo a intervenção da UMP em três pilares estruturais - ação social, saúde e cultura – o presidente do Secretariado Nacional elencou como prioridades o reforço do apoio prestado às Misericórdias, através de uma equipa capacitada e de uma fundação, em fase de registo no Conselho de Ministros, que garante uma gestão mais eficiente dos equipamentos anexos.
Na área social, tutelada pelo vice-presidente Carlos Andrade, a maior dificuldade prende-se com a sustentabilidade, diretamente relacionada com a cooperação. “Parte das receitas vem dos acordos e as negociações com o Governo são feitas pela UMP em nome das Misericórdias”. O contributo da UMP estende-se à resolução de divergências com a Segurança Social e, nesta matéria, Carlos Andrade revelou que “em 70 a 80% das situações nós temos razão, por isso não paguem coimas sem falar connosco”. Neste processo, “os diretores técnicos são grandes aliados”, sendo necessário dominar as regras da cooperação e investir na sua formação.
Auditorias e protocolos são outras áreas de apoio às Misericórdias, adiantou o vice-presidente com funções de tesoureiro, José Rabaça. “Auditorias técnicas para melhorar os rácios de sustentabilidade e equilibrar as contas e protocolos para reduzir custos com fornecedores”.
Na área da saúde, o vice-presidente Humberto Carneiro detalhou a orgânica do Grupo Misericórdias Saúde e apoio prestado ao nível dos cuidados de saúde primários, agudos e continuados, destacando o contributo do diretor executivo, Ponciano Oliveira, na articulação com o Estado, e a mais- -valia de projetos como o Cartão de Saúde e a Rede de Farmacêuticos.
Congratulando os provedores pelo desafio assumido, o vice-presidente Manuel Maia Frazão enfatizou o potencial do património das Misericórdias, que em muitos casos representa um “encargo, mas pode transformar-se numa fonte de rendimento e meio de fixação de pessoas”. Alertou ainda para a importância das “medidas de autoproteção, que podem salvar vidas”.
Seguiu-se uma ronda de apresentações com os provedores, de norte a sul do país, onde ficou patente a motivação, responsabilidade e compromisso assumido com as comunidades.
Reconhecendo a utilidade “desta fantástica iniciativa”, João Matias, de Mirandela, apresentou-se como “aprendiz de provedor” numa casa nova. Alberto Alves, de Amieira do Tejo, assumiu-se como “irmão antes de provedor, aceitando o desafio com espírito de missão” e Madalena Biencard, de Sobral de Monte Agraço, destacou, entre os objetivos, o reforço da irmandade.
Em Vila Real, o cumprimento dos prazos do PRR é uma das preocupações do provedor Manuel Moreira, e em Reguengos de Monsaraz, António Safara revelou que a requalificação do património e a formação em medidas de autoproteção estão entre as prioridades.
Paulo Completo, provedor na vila de Redondo, pediu maior atenção dos poderes centrais para uma “região ostracizada, desertificada e envelhecida”. E, na Messejana, Maria de Jesus Capela revelou que a sua “missão é levar o bem a quem precisa e requalificar a casa- -museu”.
Na Marinha Grande, o provedor José Marcos destacou como desafios a sustentabilidade da unidade de cuidados continuados e a diversidade cultural da equipa (12 nacionalidades).
No fim, a equipa da UMP apresentou os serviços prestados.
Voz das Misericórdias, Ana Cargaleiro de Freitas