Mais de quatro mil assinaturas de pessoas com deficiência ou doenças mentais, bem como colaboradores, de quase uma centena de instituições estiveram expostas no auditório do Conservatório de Bragança. A ideia partiu do Centro de Educação Especial (CEE), da Misericórdia de Bragança, com o objetivo de chamar a atenção para a importância da identidade e para a humanização dos cuidados.
“Mais do que todo o plano de programa e intervenção, a humanização dos cuidados é aquilo que tentamos vincar todos os dias e não verte só sobre o utente, mas sobre o colaborador, que muitas vezes passa despercebido e essa pessoa tem de ser valorizada também”, sublinhou Anabela Pires, diretora do CEE.
Adérito Rodrigues, António Fernandes e Olívia Moreira, utentes do CEE, não esconderam a felicidade de ver as suas assinaturas expostas. Mas a sua participação não ficou por aqui. Quem visitava a exposição podia assistir a um espetáculo de ginástica artística. Adérito foi um dos participantes. “Não foi difícil. Gosto de dançar, de fazer ginástica. Não tenho medo”, vincou.
Quem assistiu, ficou surpreendido. Foi o caso de Ágata Taveira, aluna da Escola Profissional de Bragança. A jovem admitiu que a ideia que tinha das pessoas com deficiência mudou. “Não importa o tipo de doença que temos, somos capazes de fazer tudo o que acreditamos que conseguimos fazer”.
Desta forma, a Misericórdia de Bragança procurou “mudar mentalidades” e mostrar que as pessoas com deficiência ou doenças mentais não são limitadas como a sociedade pensa. “Tem sido enriquecedor em todos os sentidos, porque sabemos que as pessoas quando saem daqui, saem com uma perspetiva já diferente”, rematou a diretora do CEE.
A exposição esteve patente durante os meses de dezembro e janeiro.
Voz das Misericórdias, Ângela Pais