Comentando o último Barómetro dos Internamentos Sociais, o presidente da UMP alertou que o tsunami “chegou à praia” e a oferta na rede de lares e cuidados continuados é insuficiente para responder ao problema. Em causa está o aumento de 19% dos internamentos sociais em março de 2026, relativamente a 2025, ocupando 2807 camas, ou seja, 13,9% das vagas do Serviço Nacional de Saúde, numa despesa superior a 350 milhões de euros.
Segundo Manuel de Lemos os motivos são vários: “uma rede de lares deficiente”, um modelo de apoio domiciliário que “só funciona para quem tem alguma retaguarda familiar” e um PRR que falhou “redondamente” nos cuidados continuados, a pagar “menos de metade do custo de uma cama”.
Em relação ao atraso na ocupação das 400 camas anunciadas em janeiro, o presidente do Secretariado Nacional da UMP esclareceu, ainda à Rádio Observador, que estes “processos demoram tempo” e envolvem desde o levantamento da disponibilidade, às candidaturas e assinatura de acordos com as instituições.