O vice-presidente da UMP, José Rabaça, alertou que o número de camas de cuidados continuados não vai aumentar apesar dos investimentos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), em audição à Comissão de Economia e Coesão Territorial, sobre o impacto da reprogramação do PRR nos investimentos em equipamentos sociais, a pedido do PS. “Vamos manter o número de camas, mas distribuídas geograficamente de outra forma”, referiu a 27 de janeiro, justificando que “o subfinanciamento se agravou, por isso fecham cada vez mais respostas de cuidados continuados”, em particular as camas de longa duração.

Apesar do valor por cama previsto no PRR ter passado de 20 mil, numa primeira fase, para os atuais 42 mil, o vice-presidente da UMP considera que o valor atual ainda é “manifestamente insuficiente”, dada a falta de mão-de-obra e de infraestruturas, situando-se o custo real por cama nos 70 mil euros.

Aos deputados, José Rabaça revelou ainda que os custos inerentes ao funcionamento desta resposta aumentaram de tal forma, nos últimos anos, que teme que “entremos numa situação de não retorno”, ou seja, que as instituições não “queiram voltar aos cuidados continuados”.

“Nem uma camioneta a deitar dinheiro todos os dias tornaria esta resposta social equilibrada” criticou o responsável, destacando que o subfinanciamento tem vindo a agravar-se por causa do aumento dos custos com recursos humanos.

Voz das Misericórdias, Ana Cargaleiro de Freitas