Ouvido no Parlamento, o vice-presidente Carlos Andrade considerou que tanto o diploma do governo, que criou as camas intermédias, como a proposta do PS partem de um “erro de análise” ao assumir que se trata de uma situação temporária. “É uma ideia perigosa e errada pensar que estamos perante uma emergência passageira que depois volta ao normal”, referiu.
O responsável da UMP criticou, em particular, a previsão de estruturas de pequena dimensão (10 ou 20 vagas) e curta duração (seis meses), afirmando que tais medidas são insuficientes para o volume de casos e revelam falta de planeamento na resposta ao envelhecimento.
Além disso, a natureza transitória das respostas condiciona, nalguns casos, a adesão ao programa “porque implica investimentos que podem não ter retorno”, sublinhou.
Para Carlos Andrade, a solução deve ser enquadrada numa estratégia mais ampla de apoio à população idosa, sendo necessário para tal reduzir constrangimentos legais e financeiros que dificultam a criação ou adaptação de respostas e apostar em soluções mais flexíveis, como o apoio domiciliário, numa versão adaptada às necessidades.
Na audição também participaram outras entidades representativas do setor social e solidário, assim como representantes de reformados, pensionistas e pessoas idosas. O tema voltou mais tarde à agenda mediática, a propósito do barómetro de internamentos sociais da APAH.