Comentando as novidades recentes, Manuel de Lemos detalhou o processo negocial, que culminou na assinatura da adenda: “foi um acordo dificílimo, assente na clareza, transparência e rigor dos dados, enviados pelas Misericórdias”. Superados os diferendos, considerou tratar-se de um “bom acordo que nos permite viver e ir mais longe, confrontando-nos com a nossa própria gestão, procedimentos e formas de estar”.
A este respeito, o vice-presidente Carlos Andrade destacou, em particular, “a reposição de um conceito que põe fim a um atentado à nossa identidade”, isto é, elimina a “definição de um limite global para a comparticipação em estrutura residencial para pessoas idosas”, detalhou, remetendo esclarecimentos adicionais para as sessões de Fátima, Vila Verde e Portel.
Na área da saúde, o presidente da UMP adiantou estar previsto, para breve, “um acordo de grande envergadura, que abrange todos os hospitais das Misericórdias em 2028-2030, num reforço de 11 milhões de euros”. Em relação aos cuidados continuados, destacou duas frentes de trabalho: “os custos e introdução de uma racionalidade na gestão e quadros de pessoal”.
O apoio às Misericórdias afetadas pelas intempéries marcou igualmente a discussão, com o anúncio da criação do fundo solidário da Misericórdia de Macau, no valor de 300 mil euros, pelo vice-presidente Manuel Maia Frazão (ver Circular 31/2026). Neste âmbito, foi ainda aprovada, por unanimidade e aclamação, a atribuição do colar de ouro à Santa Casa de Macau.
Seguiu-se um ponto de situação das negociações com as frentes sindicais da União Geral de Trabalhadores (UGT) e da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP), pelo vogal do Secretariado Nacional com o pelouro de assuntos jurídicos, Miguel Raimundo. “A negociação com a UGT está mais adiantada e praticamente concluída e a negociação com a CGTP está em curso, sendo que o nosso objetivo, desde que temos contratos coletivos de trabalho, é uniformizar o tratamento: o que damos a uns, damos a outros”, afirmou.
Na apresentação das contas de 2025, o vice-presidente José Rabaça detalhou as obras de requalificação realizadas, no Centro João Paulo II, Centro Santo Estêvão e Centro Luís da Silva, reconhecendo que este investimento resultou numa “pressão financeira acrescida, que se traduzirá em resultados financeiros negativos durante um período de dez anos”, atenuado com o esforço de toda a equipa, a quem dirigiu um agradecimento. Nesta conjuntura, o presidente do Conselho Fiscal, António Tavares, considerou que o “resultado evidencia uma tentativa de sustentabilidade e uma preocupação com a qualificação e transição digital”.
Durante a assembleia, o presidente do SN, Manuel de Lemos, reforçou ainda o convite à participação no 15º Congresso Nacional das Misericórdias, a ter lugar em Braga, nos dias 4, 5, 6 e 7 de junho, apelando à inscrição massiva de todos.