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- Dia Internacional do Idoso | A Era da Longevidade: Repensar os Sistemas para Vidas Mais Longas"
Em Portugal, a esperança média de vida tem vindo a aumentar de forma consistente, representando uma inegável conquista civilizacional. Contudo, o país enfrenta um desfasamento entre a quantidade de anos vividos e qualidade dessa longevidade, como destacou o presidente da UMP no Cascais International Health Forum 2026, alertando para o risco de a proteção social de qualidade se transformar num privilégio financeiro.
Em média, um cidadão português que atinge os 65 anos tem apenas 8,4 anos de vida sem limitações graves (7,3 anos para as mulheres), que se situa abaixo da média da União Europeia (9,4 anos). Além disso, a estrutura do envelhecimento alterou-se profundamente: 49,5% da população com mais de 65 anos tem já 75 ou mais anos, 37,8% das pessoas com 80 ou mais anos vivem permanentemente sozinhas e sem rede de suporte, acrescendo ainda a precariedade económica dos reformados, com a pensão mediana a rondar os 462 euros.
Perante este diagnóstico, Manuel de Lemos considera imperativo "dar vida aos anos" com dignidade e segurança, propondo medidas estruturais, como um apoio domiciliário abrangente e contínuo, uma integração governativa nas áreas da saúde e ação social, equidade fiscal, financiamento justo e valorização dos cuidados de proximidade (Intervenção disponível aqui).
Proclamado pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1990, o Dia Internacional do Idoso visa sensibilizar a sociedade para os desafios e oportunidades do envelhecimento mundial, prevendo-se que a população com mais de 60 anos ultrapasse 1,5 mil milhões até 2050.