O presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP), Manuel de Lemos fez um balanço da liderança iniciada em 2007, refletindo sobre os principais desafios ao longo de vinte anos e sobre a transição para a Fundação das Misericórdias, em entrevista à Rádio Campanário.

Sobre a passagem para a nova estrutura, o presidente da União esclareceu a necessidade de separar a representação política da gestão direta de equipamentos, assumindo a sua vontade inabalável de continuar a servir as Misericórdias. "Desde o primeiro dia que vim para aqui até ao último que aqui estiver, mesmo na Fundação, continuarei ao serviço dos provedores”.
Em entrevista à rádio local alentejana, Manuel de Lemos aborda os desafios enfrentados durante a pandemia de Covid-19, a necessidade de reformular o modelo de apoio aos idosos e a relação entre o Estado e o setor social, numa liderança marcada pelo diálogo e o consenso.
Neste percurso, destaca como marcas deste legado a consolidação da identidade das Misericórdias, a estabilidade nas relações institucionais com o Estado e a Igreja e o desenvolvimento de respostas especializadas na área da deficiência profunda e demências.
Ao recordar o seu percurso na UMP, Manuel de Lemos revelou ainda um projeto pessoal, em curso, que surge como a síntese de uma longa caminhada ao serviço das Misericórdias em Portugal: um “livro de memórias com os melhores e os piores momentos, marcos que nunca mais se esquece”.