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- Podcast | Papel das obrigações sociais no financiamento da economia social
Segundo o responsável da UMP, as Misericórdias enfrentam dificuldades de tesouraria decorrentes do seu modelo de financiamento, assente sobretudo em comparticipações do Estado, utentes e famílias. Neste contexto, defende a “partilha de serviços como forma de sobrevivência porque a escala faz diferença”, assim como linhas de financiamento alternativas, além dos programas públicos como Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e PARES 3.0.
Na conversa, Alberto Amaral, diretor executivo da Flexdeal e da Raize, contrapõe uma alternativa ao modelo atual: “as Misericórdias estão muito dependentes dos acordos de cooperação e comparticipações dos utentes e famílias e nós, enquanto sociedade civil, não nos podemos demitir e temos de garantir que, em conjunto, encontramos soluções que gerem equilíbrio”.
Neste âmbito, aponta como caminho a “criação de mecanismos que sejam verdadeiros incentivos de poupança, mas com impacto social, como as obrigações sociais”. Neste caso, tratando-se de uma “operação a longo prazo, de 15 ou 20 anos, diferente das operações tradicionais, numa lógica de capitalismo responsável e investimento com propósito”.
Alberto Amaral é um dos oradores do 15º Congresso Nacional das Misericórdias, no painel ‘Sustentabilidade do setor’, que decorre no dia 5 de junho, às 16h30.