José Rabaça, vice-presidente da União das Misericórdias Portuguesas, é o convidado do último episódio de “Capital de Sucesso,” rubrica do programa "A Cor do Dinheiro", moderado por Camilo Lourenço. Neste episódio, a conversa gira em torno do papel das obrigações sociais no financiamento da economia social e das Misericórdias em Portugal.

Segundo o responsável da UMP, as Misericórdias enfrentam dificuldades de tesouraria decorrentes do seu modelo de financiamento, assente sobretudo em comparticipações do Estado, utentes e famílias. Neste contexto, defende a “partilha de serviços como forma de sobrevivência porque a escala faz diferença”, assim como linhas de financiamento alternativas, além dos programas públicos como Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e PARES 3.0.

Na conversa, Alberto Amaral, diretor executivo da Flexdeal e da Raize, contrapõe uma alternativa ao modelo atual: “as Misericórdias estão muito dependentes dos acordos de cooperação e comparticipações dos utentes e famílias e nós, enquanto sociedade civil, não nos podemos demitir e temos de garantir que, em conjunto, encontramos soluções que gerem equilíbrio”.

Neste âmbito, aponta como caminho a “criação de mecanismos que sejam verdadeiros incentivos de poupança, mas com impacto social, como as obrigações sociais”. Neste caso, tratando-se de uma “operação a longo prazo, de 15 ou 20 anos, diferente das operações tradicionais, numa lógica de capitalismo responsável e investimento com propósito”.

Alberto Amaral é um dos oradores do 15º Congresso Nacional das Misericórdias, no painel ‘Sustentabilidade do setor’, que decorre no dia 5 de junho, às 16h30.

Assista ao episódio completo aqui.